Frio polar, baixa umidade e poucas chuvas: veja o que esperar de julho no Acre

Mês mais seco e frio do ano deve registrar temperaturas dentro da média, com primeiras ondas de frio polar já na próxima semana.

Julho, tradicionalmente o mês mais seco e frio do ano no Acre, deve manter esse padrão em 2026. A previsão é do pesquisador meteorológico Davi Friale, que aponta chuvas próximas da média histórica, baixa umidade do ar e a chegada das primeiras massas de ar polar logo na primeira semana do mês.

De acordo com o levantamento, as condições atmosféricas e oceânicas observadas até esta segunda-feira, 30, indicam que o comportamento do tempo ficará dentro da normalidade climática registrada nas últimas décadas.

Em relação às chuvas, os volumes devem variar entre 20% abaixo e 20% acima da média climatológica para o período.

Mês mais seco do ano

Julho apresenta os menores índices de precipitação do calendário no Acre. Em Rio Branco, por exemplo, a média histórica é de 28,2 milímetros, distribuídos em apenas três dias de chuva significativa. Em Cruzeiro do Sul, a média sobe para 59,1 milímetros, com cerca de seis dias de chuva.

Os dados também mostram redução nas precipitações em relação a junho em diferentes municípios acreanos:

  • Rio Branco: 28,2 mm em julho, ante 44,8 mm em junho;
  • Cruzeiro do Sul: 59,1 mm em julho, contra 89,7 mm em junho;
  • Tarauacá: 47,7 mm em julho, frente a 74,3 mm em junho;
  • Epitaciolândia: 33,6 mm em julho, ligeiramente acima dos 32,2 mm registrados em junho.

Segundo Friale, temporais são incomuns nesta época do ano, mas podem ocorrer durante a chegada de massas de ar polar.

Até hoje, os maiores acumulados de chuva em 24 horas registrados em julho foram de 94,4 milímetros, em Cruzeiro do Sul, em 1972, e 70,2 milímetros, em Rio Branco, em 1980.

Frio deve marcar o mês

Além de ser o período menos chuvoso, julho também concentra as menores temperaturas do ano no estado.

Conforme o pesquisador, a primeira onda de frio polar deve atingir o Acre já na primeira semana do mês, provocando queda nas temperaturas, embora sem intensidade extrema. Outras incursões de ar frio também são esperadas até o fim de julho.

As massas de ar polar, além de reduzirem a temperatura, costumam provocar queda na umidade relativa do ar, característica comum do período de estiagem.

Recordes históricos

Os registros meteorológicos mostram que as menores temperaturas já observadas em julho no Acre ocorreram há décadas.

Em Rio Branco, a mínima histórica para o mês foi de 6ºC, registrada em 19 de julho de 1975. Em Tarauacá, o menor registro foi de 8ºC.

Outro episódio marcante ocorreu nos dias 23 e 24 de julho de 2013, quando o Acre registrou algumas das menores temperaturas do país. Na ocasião, Rio Branco teve máxima inferior a 12ºC, tornando-se, naquele período, a capital mais fria do Brasil.

Segundo Davi Friale, a alternância entre dias quentes e incursões de ar polar continuará sendo uma das principais características do clima acreano ao longo de julho de 2026.

A Gazeta do Acre

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