Óbitos em apuração são de moradores de Rio Branco e Sena Madureira, segundo boletim epidemiológico da Sesacre
O Acre tem duas mortes por suspeita dengue em investigação e já registrou 15 casos da doença com sinais de alarme em 2026, de acordo com boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre). Os óbitos em apuração são de moradores de Rio Branco e Sena Madureira.
Segundo o levantamento, os casos analisados correspondem às semanas epidemiológicas de 1 a 20, período compreendido entre janeiro e 23 de junho deste ano. Ao todo, o estado contabiliza 993 casos confirmados de dengue, dos quais 15 evoluíram para quadros com sinais de alarme.
Os registros de maior gravidade estão concentrados principalmente em Rio Branco, que soma 12 casos com sinais de alarme. Os outros três foram notificados em Cruzeiro do Sul, Feijó e Marechal Thaumaturgo, com um caso cada.
Apesar da redução no número de casos em relação ao mesmo período de 2025, a Sesacre ressalta que o vírus continua em circulação no estado e que o monitoramento permanece necessário. O boletim aponta ainda uma incidência estadual de 165,2 casos por 100 mil habitantes, considerada de nível médio.
Redução de casos não elimina risco
O boletim epidemiológico mostra que o Acre registrou 1.455 casos prováveis de dengue em 2026, dos quais 993 foram confirmados, uma redução de 84,5% em comparação com o mesmo período de 2025, quando houve 6.407 confirmações da doença.
Mesmo com a queda, a Secretaria de Saúde alerta para a necessidade de manter as ações de vigilância e controle, especialmente diante da circulação de diferentes sorotipos do vírus e do risco de mudança no cenário epidemiológico ao longo do período sazonal.



