Durante décadas, os orelhões fizeram parte da rotina dos moradores de Mâncio Lima, no interior do Acre. Espalhados em pontos específicos da cidade, os aparelhos eram utilizados diariamente por moradores que precisavam falar com familiares que viviam em outras partes do país.
Em épocas em que o telefone celular ainda não fazia parte da realidade da maioria da população, era comum encontrar grandes filas nos orelhões, principalmente em horários de maior movimento. Para muitos moradores, aqueles aparelhos eram o principal meio de manter contato com familiares distantes.
Com o avanço da tecnologia e a popularização dos celulares, os orelhões foram perdendo espaço e acabaram ficando praticamente esquecidos.
Nesta segunda-feira (17), um registro chamou a atenção em Mâncio Lima. Um orelhão localizado na praça em frente ao Hospital Dr. Abel Pinheiro apareceu jogado no chão e completamente destruído.
A cena contrasta com o passado, quando equipamentos como esse eram disputados e considerados essenciais pela população. Hoje, em uma cidade com quase 20 mil habitantes, o aparelho parece representar apenas uma lembrança de uma época que ficou para trás.
O registro também despertou a nostalgia de moradores que viveram o período em que os orelhões eram uma das principais formas de comunicação com familiares e amigos.
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