O jornalista Chico Melo, da TV e Rádio Integração, relatou os momentos de medo e violência que viveu durante a invasão à sua residência, ocorrida na madrugada desta quarta-feira (22), em Cruzeiro do Sul. Segundo ele, quatro homens armados e vestidos de preto entraram no imóvel, fizeram ameaças e levaram seu telefone celular.
Em entrevista após registrar o caso na delegacia, Chico Melo agradeceu o apoio recebido de colegas de profissão, amigos, autoridades e do Sindicato dos Jornalistas, destacando que o episódio foi um dos momentos mais difíceis de sua vida.
“foram momentos de muito terror. A minha casa foi invadida por quatro indivíduos, todos eles vestidos de preto. Eles procuravam por documentos e pelo meu telefone celular”, relatou.
O jornalista afirmou que, pela forma como a ação ocorreu, acredita que o crime possa ter relação com sua atuação profissional, especialmente pelo trabalho desenvolvido na rádio, televisão e nas redes sociais, onde costuma divulgar informações e denúncias.
“Eu tenho 30 anos de profissão e isso nunca aconteceu. O que me leva a crer é que isso é um crime de motivação política, por aquilo que a gente vem fazendo na Rádio e TV Integração e também nas redes sociais, expondo fatos muito delicados”, declarou.
Chico Melo contou ainda que já havia recebido ameaças anteriormente e que, dias antes do crime, percebeu movimentações suspeitas próximas à residência. Segundo ele, chegou a comunicar a um colega de trabalho sobre um veículo que estaria rondando o local.
“Eu acredito que já estavam nos monitorando há um bom tempo. No momento em que entraram na minha casa, eles sabiam exatamente por onde entrar e onde era mais frágil”, afirmou.
Durante a invasão, o jornalista disse que foi agredido com socos e coronhadas. Segundo o relato, um dos criminosos colocou uma arma em sua cabeça e exigiu o desbloqueio do celular.
“Eu levei uma coronhada e o sangue começou a jorrar muito forte. Naquele momento eu praticamente não vi mais nada. Eu pensei que iria morrer, porque as ameaças eram constantes”, contou.
Apesar da violência sofrida, Chico Melo afirmou que confia nas autoridades e espera que o caso seja esclarecido.
“Agora é confiar na Justiça, confiar nas instituições, na Polícia Civil e pedir também que a Polícia Federal acompanhe esse caso. Tenho certeza de que tudo será esclarecido muito em breve”, disse.
A Polícia Civil do Acre já instaurou um inquérito para investigar o crime e realiza diligências para identificar os responsáveis pela invasão.
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