O anúncio da pré-candidatura do ex-prefeito de Cruzeiro do Sul, Vagner Sales (MDB), a deputado federal nas eleições de 2026 voltou a alimentar o debate sobre a concentração de poder político em uma mesma família.
Com a definição da chapa majoritária, o cenário chama atenção: a filha de Vagner, Jéssica Sales, foi anunciada como candidata a vice-governadora na chapa encabeçada por Mailza Assis, enquanto sua esposa, Antônia Sales, é apontada como pré-candidata a deputada estadual. Agora, o próprio Vagner confirma que disputará uma vaga na Câmara Federal.
Na prática, a família poderá ocupar espaço em três dos principais cargos eletivos do Estado, o que levanta questionamentos sobre a renovação política e a abertura de oportunidades para novas lideranças acreanas.
Embora todas as candidaturas estejam dentro da legalidade e caiba ao eleitor decidir nas urnas, analistas observam que a formação reforça a presença de grupos políticos tradicionais, mantendo o protagonismo concentrado em famílias que há décadas exercem influência na política do Acre.
Em sua declaração, Vagner Sales afirmou que deseja voltar a representar o povo do Juruá e destacou sua experiência política. No entanto, críticos defendem que o Estado precisa ampliar a participação de novos nomes, promovendo maior diversidade de representantes e reduzindo a concentração de poder nas mãos de poucas famílias.
O debate agora se volta para o eleitor, que terá a responsabilidade de decidir se aposta na continuidade de um grupo político já consolidado ou se opta por abrir espaço para uma nova geração de representantes nas eleições de 2026.
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