A exploração madeireira no Acre registrou queda expressiva no período entre agosto de 2023 e julho de 2024. Os dados, divulgados na terça-feira (14), são do Sistema de Monitoramento da Exploração Madeireira (Simex), uma rede formada pelo Instituto Centro de Vida (ICV), Imaflora e Imazon.
O levantamento identificou 5.300 hectares com atividade madeireira no estado, o que representa uma redução de 49% em comparação ao período anterior, de agosto de 2022 a julho de 2023. Toda a área mapeada estava dentro de autorizações de manejo florestal emitidas por órgãos ambientais, o que mantém a tendência de alta regularidade registrada no Acre nos últimos anos.
A exploração identificada ocorreu majoritariamente em imóveis rurais privados, que responderam por 96% do total, equivalente a 5.077 hectares. Os outros 4%, correspondentes a 223 hectares, estavam em assentamentos rurais.
Do ponto de vista territorial, a atividade se concentrou em quatro municípios. Feijó liderou com 4.594 hectares, seguido por Mâncio Lima (378 ha), Acrelândia (223 ha) e Sena Madureira (105 ha). O monitoramento não identificou exploração em Terras Indígenas nem em Unidades de Conservação no recorte analisado. As áreas foram mapeadas por imagens de satélite e cruzadas com as autorizações ambientais vigentes.
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