Nossa gente tem muitas histórias para contar, e algumas atravessam gerações. uma delas nasce no Bairro Pé da Terra, a primeira comunidade da cidade mais ocidental do Brasil, em Mâncio Lima, berço de raízes profundas e de uma história que se confunde com a própria formação do município, fundado em 30 de Maio de 1976 quando Antônio Pinheiro Maia tinha 50 anos.
É no Pé da Terra que vive Antônio Pinheiro Maia, o morador mais antigo da comunidade, que neste 02 de fevereiro de 2026 completa 100 anos de idade,

Descendente de nordestinos, seu Antônio é filho de um cearense, representando uma geração de homens que vieram para a Amazônia em busca de trabalho e sobrevivência. Ainda jovem, viveu o período da borracha no Acre, atuando como seringueiro durante o Segundo Ciclo da Borracha (1942 e 1945), quando cortou seringa nos seringais acreanos, enfrentando a mata fechada, as longas caminhadas e as duras condições de vida imposta pela floresta.
Nascido em 02 de fevereiro de 1926, seu Antônio presenciou momentos marcantes da história do Brasil, acompanhou grandes transformações sociais, políticas e econômicas e atravessou períodos difíceis, como a Ditadura Militar de 1964. Mas esta não é apenas a história do país é, sobretudo, a história de um homem simples, forte e trabalhador, que construiu sua vida com coragem e dignidade.

No Pé da Terra, Antônio Pinheiro fixou suas raízes, formou família e construiu um legado que hoje se espalha por gerações. Casou-se, teve 4 filhos, que lhe deram 17 netos e 34 bisnetos, todos herdeiros de uma trajetória marcada por esforços, união e respeito.
chegar aos 100 anos de idade não foi fácil. foram batalhas diárias, tempos de escassez, desafios impostos pela vida na floresta e muitas superações. Um século repleto de lembranças boas e outras nem tão fáceis, mas todas carregadas de aprendizado, resistência e sabedoria.

Uma idade que poucos têm o privilégio de alcançar.
Hoje seu Antônio é querido por toda a comunidade do Pé da Terra, respeitado e conhecido em Mâncio Lima como um verdadeiro símbolo de história viva. Sua trajetória encanta gerações e preserva a memória de um tempo que ajudou a construir a nossa história.
Portal Moa Informativo
colaboração: Alan de Souza
Imagens: Arquivos de família



