O organizador do Campeonato de Futsal de Mâncio Lima, Professor Emerson Mello, procurou o Portal Moa Informativo para esclarecer informações divulgadas por um portal local sobre a final da competição. A matéria em questão afirmava que o confronto poderia ser decidido por W.O após o organizador supostamente se recusar a adiar a partida, o que beneficiaria um time ligado a um chefe da Secretaria de Esportes.
Segundo Mello, a informação é equivocada e induz a população ao erro ao sugerir que ele teria tomado decisões para favorecer qualquer equipe.
“Nunca houve nenhum favorecimento. A matéria vincula o coordenador de esportes do estado no município como se estivéssemos tomando decisões para beneficiá-lo. Isso não é verdade.”, afirmou.
Motivo da reclamação da equipe
De acordo com o organizador, a equipe que se sente prejudicada alegou que alguns de seus jogadores disputariam uma partida no mesmo dia e horário da final do campeonato municipal. Esses atletas optaram por representar o município de Cruzeiro do Sul na Taça Acreana, apesar de estarem inscritos no Campeonato de Mâncio Lima.
Mello explicou que o campeonato local não possui vínculo com a Taça Acreana, portanto não há justificativa para que outras competições interfiram na programação oficial.
Ameaças e pressão
O organizador relatou que chegou a receber ameaças e ofensas por não aceitar alterar o calendário para favorecer o time do Grêmio.
“Sempre fomos o mais transparentes e profissionais possível. Recebi ameaças e palavras de baixo calão por não permitir uma mudança que beneficiaria uma equipe específica.”, lamentou.
Número reduzido de atletas inscritos
Emerson também destacou que cada equipe poderia inscrever até 15 atletas, mas o time em questão registrou apenas 8 nomes, sendo 5 deles de Cruzeiro do Sul e 3 de Mâncio Lima.
Diante da dificuldade, ele reforçou que a equipe ainda poderia entrar em quadra com o mínimo permitido pelo regulamento:
“Falei que poderiam jogar com 3 atletas para não serem eliminados por W.O. Nunca fomos a favor de derrota por W.O. Se jogassem, garantiriam ao menos o segundo lugar, com prêmio de R$ 2 mil, troféu e medalhas.”
Segundo ele, a própria comissão técnica teria afirmado que, sem o adiamento, não faria questão de disputar a final.
O que diz o regulamento
Os artigos citados por Emerson Mello confirmam as regras aplicáveis ao caso:
Art. 25º – Determina que jogos não realizados ou interrompidos terão nova data definida pela Comissão Organizadora.

Art. 35º – Estabelece que as decisões da Comissão Organizadora e da Comissão Disciplinar são irrevogáveis e têm efeito imediato.

Art. 41º – Para iniciar a partida, a equipe deve ter no mínimo 3 atletas uniformizados e inscritos em súmula.

Emerson finalizou reforçando seu compromisso com a lisura da competição:
“Reitero mais uma vez que sempre prezamos pela transparência, parceria e lealdade, para que nenhuma parte seja prejudicada.”
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