A ocorrência foi atendida no âmbito da Operação Protetor das Divisas e Fronteiras, coordenada pelo Ministério da Justiça em parceria com a Secretaria de Justiça e Segurança Pública do Estado
Uma ação do Grupo Especial de Fronteira (Gefron) resultou na prisão de um indivíduo suspeito de integrar uma facção criminosa e de causar terror em comunidades rurais do Acre. A ocorrência foi atendida no âmbito da Operação Protetor das Divisas e Fronteiras, coordenada pelo Ministério da Justiça em parceria com a Secretaria de Justiça e Segurança Pública do Estado (Sejusp).
De acordo com o tenente Fabrício Machado, a equipe recebeu informações de que um homem estaria se intitulando “frente” de uma facção criminosa e praticando diversos crimes em uma comunidade localizada na zona rural da BR-364. Segundo os relatos, o suspeito vinha amedrontando moradores, cometendo roubos e aplicando punições conhecidas como “disciplina”, termo comumente utilizado por organizações criminosas.
Após o levantamento das informações, os agentes realizaram diligências no ramal indicado, mas o suspeito já havia deixado o local. Diante disso, o Gefron deu continuidade ao trabalho de inteligência, monitorando os deslocamentos do indivíduo por cerca de três dias.
As investigações apontaram que o homem havia se mudado para outra comunidade rural, na região da Santa Rosa, mais precisamente no Ramal do Polo. Após novo período de monitoramento e planejamento da ação, a equipe realizou uma incursão na madrugada desta semana.
“Depois de uma noite intensa de buscas na região do Bananeira, conseguimos acessar o Ramal do Polo e efetuar a prisão do cidadão”, relatou o tenente.
Ainda segundo o Gefron, o suspeito possuía mandado de prisão preventiva em aberto, com validade até o ano de 2035. A prisão foi realizada sem resistência e sem danos ao detido ou aos familiares que estavam no local.
O homem foi conduzido e entregue à Polícia Civil, que ficará responsável pelos procedimentos legais cabíveis. Conforme as investigações, embora o suspeito aparentasse ser uma pessoa comum para parte da comunidade, ele mantinha um grupo envolvido em práticas ilícitas e continuava a aterrorizar moradores da região.
Juruá24horas



