Uma operação da Polícia Civil do Acre, por meio do Núcleo de Investigação de Crimes Patrimoniais (NEPATRI), resultou não apenas na apreensão de um adolescente de 15 anos envolvido em uma série de roubos, mas também no esclarecimento de um homicídio brutal com ocultação de cadáver, ocorrido na madrugada do dia 4 de novembro, em Cruzeiro do Sul.
De acordo com o delegado responsável pelas investigações, o cumprimento de um mandado de internação contra o menor acabou revelando detalhes que levaram à descoberta de um crime ainda mais grave.
“A equipe do NEPATRI investigava cerca de 12 roubos que apontavam para a participação desse adolescente. No momento em que fomos cumprir o mandado de internação, surgiram informações sobre um homicídio ocorrido na noite anterior. A partir daí, conseguimos desvendar o crime e localizar o corpo da vítima”, explicou o delegado.
As investigações mostraram que a vítima, N.F.O., foi atraída nas proximidades da Ponte da União e levada em uma embarcação até uma área isolada da Comunidade Olivença, às margens do Rio Juruá. No local, desabitado e de difícil acesso, o homem foi executado a golpes de facão e enterrado em uma cova profunda.
“Essa vítima tinha passagens por furto e havia saído recentemente da unidade prisional. As informações apontam que ele foi julgado e condenado à morte por integrantes de uma facção criminosa. O adolescente apreendido participou diretamente da execução e indicou o local exato onde o corpo foi enterrado”, detalhou o delegado Lindomar Ventura.
A ação foi considerada um dos maiores avanços recentes nas investigações de crimes patrimoniais e de homicídios na região. Com a apreensão do adolescente, a Polícia Civil diz ter esclarecido pelo menos 12 roubos e um homicídio.
“Esse menor era um ponto central em uma quadrilha que vinha atuando em Cruzeiro do Sul. Além dos roubos, ele responderá por ato infracional análogo a homicídio qualificado e participação em organização criminosa”, afirmou o delegado.
O adolescente foi encaminhado ao Instituto Socioeducativo (ISE), onde ficará à disposição da Justiça. O caso agora será repassado ao Núcleo de Investigação de Crimes Contra a Vida (NEC), que dará continuidade ao inquérito e buscará a prisão dos demais envolvidos.
A Polícia Civil reforçou o compromisso em combater o crime organizado e destacou o trabalho integrado das equipes na elucidação do caso.
“Foi uma ação certeira. Além de cumprir a ordem judicial, conseguimos esclarecer um crime bárbaro que chocou a população. Seguiremos firmes, com investigações técnicas e precisas, para garantir justiça e segurança à comunidade do Juruá”, concluiu o delegado.
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