Três projetos de lei foram protocolados para restringir o uso de bebês reborn — bonecos ultra realistas — em situações que simulem direitos garantidos a crianças reais. A medida busca coibir atendimentos em unidades de saúde públicas e privadas, o uso de filas preferenciais e outros benefícios legais destinados a responsáveis por crianças de colo.
O deputado Cristiano Caporezzo (PL-MG) propôs proibir o atendimento hospitalar a simulações com os bonecos. Já o deputado Zacharias Calil (União Brasil-GO) quer tipificar como infração administrativa o uso de bonecos para obter vantagens, com multas que variam de 5 a 20 salários mínimos, podendo dobrar em caso de reincidência.
O deputado Paulo Bilynskyj (PL-SP) defende a proibição nacional de qualquer atendimento a bonecos em serviços públicos e privados de saúde, alegando desvio de finalidade e uso indevido de recursos do SUS.
Enquanto isso, a deputada Rosangela Moro (União Brasil-SP) propôs um projeto voltado ao acolhimento psicossocial de pessoas que desenvolvem vínculos afetivos profundos com esses bonecos. Ela argumenta que em alguns casos, esse comportamento pode indicar sofrimento psíquico relevante, como luto, isolamento ou depressão.
As propostas surgem após vídeos virais de pessoas levando bebês reborn ao hospital, gerando debates sobre o limite entre afeto, simulação e uso de serviços públicos. (CNN)
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