O Acre registrou 112 óbitos infantis e fetais por causas evitáveis entre janeiro e agosto de 2025, segundo o Painel de Monitoramento da Mortalidade Infantil e Fetal, do Ministério da Saúde. O número representa um aumento de 4,7% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram notificadas 107 mortes. Apesar de o estado ter reduzido as mortes em relação a 2023, quando houve 124 casos nos oito primeiros meses do ano, o novo crescimento acende o alerta entre profissionais de saúde.
O dado mais preocupante está na mortalidade neonatal precoce, que abrange óbitos até o sexto dia de vida. Entre janeiro e agosto de 2025, foram 63 casos, um aumento de 46,5% em comparação ao mesmo período do ano passado, que teve 43. Os meses mais críticos foram janeiro, com 10 mortes (contra uma em 2024), abril, com 12 (contra quatro), e maio, também com 12 (contra oito). A mortalidade neonatal tardia, de 7 a 27 dias de vida, apresentou redução: foram 13 casos neste ano, ante 21 em 2024.
Para a médica Mariana Colodetti, neonatologista que atua há três anos no Acre e faz parte da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), as chamadas “causas evitáveis” representam situações em que as mortes poderiam ser prevenidas com acesso adequado e oportuno aos serviços de saúde.
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