Estado ocupa a 7ª posição no Brasil e lidera cenário regional com alto índice de financiamentos considerados mais seguros para consumidores.
O mercado de crédito no Acre demonstra sinais de solidez e planejamento financeiro acima da média nacional. Segundo os dados do Ranking de Competitividade dos Estados (CLP 2025), o Acre ocupa a 7ª posição no país em qualidade de crédito para pessoa física, registrando um índice de 75,7%.
O indicador avalia a proporção de modalidades de crédito consideradas de “alta qualidade”, como financiamentos habitacionais, de veículos, crédito rural e consignado, em relação ao total de empréstimos concedidos.
Na prática, isso significa que a maior parte do dinheiro tomado por cidadãos acreanos não é para emergências imediatas ou dívidas de curto prazo (como cheque especial), mas sim para investimentos em bens e produção.
Liderança na Região Norte
O desempenho coloca o Acre em uma posição de destaque na Região Norte, superando estados vizinhos com economias maiores. No comparativo regional, o cenário se apresenta da seguinte forma:
- Acre: 75,7% (7º lugar nacional).
- Roraima: 75,8% (6º lugar nacional).
- Rondônia: 74,3% (5º lugar nacional, embora com percentual menor que o Acre nesta categoria específica).
- Amazonas: 68,6% (23º lugar nacional).
No topo da lista nacional aparece o estado de Tocantins, com 79,0%. Já no extremo oposto, o Rio de Janeiro figura na última posição (27º), com um índice de 65,0% de qualidade de crédito.
O que isso significa para o consumidor?
De acordo com o levantamento baseado em dados do Banco Central, quanto maior a participação de modalidades como crédito habitacional e rural, mais saudável é considerado o mercado local. Isso ocorre porque essas linhas de crédito costumam ter juros menores e prazos mais longos, indicando que a população está conseguindo acessar recursos para planejar o futuro, em vez de apenas cobrir buracos no orçamento mensal.
De acordo com a pesquisa, o bom posicionamento do Acre sugere um cenário de maior responsabilidade financeira e potencial de mercado, fatores que podem atrair novos investimentos para o estado ao sinalizar que o consumidor local possui um perfil de endividamento mais sustentável.




