A melhor decisão, talvez, seja abraçar o que gere o menor dano
A vice-governadora Mailza Assis, pré-candidata ao governo, enfrenta um desafio nada fácil pela frente: definir quem será seu segundo candidato ao Senado em 2026. O primeiro, inquestionavelmente, é o governador Gladson Camelí, que também exerce forte influência na escolha do segundo nome.
Eduardo Velloso
Fontes do Palácio Rio Branco afirmam que Mailza tem se mostrado muito simpática ao nome do deputado federal Eduardo Velloso, que deve ter sua pré-candidatura lançada em fevereiro, em um ato que contará com a presença do presidente nacional do União Brasil (UB), Antônio Rueda.
Eduardo Velloso é deputado federal | Foto: Reprodução
O fato de que Rueda vai anunciar apoio à pré-candidatura da vice-governadora durante sua agenda no Acre também contribui para que o médico seja escolhido por Mailza.
Márcio Bittar
Outro nome que tem sido colocado, inclusive pelo próprio Gladson, como o segundo pré-candidato a ser apoiado pelo governo, é o do senador Márcio Bittar (PL). No entanto, a decisão do prefeito Tião Bocalom de disputar o governo pelo PL pode anular essa possibilidade, fazendo com que Bittar fique sem o apoio do grupo que comanda o Palácio Rio Branco.
Bittar tem sido um dos nomes mencionados por Gladson | Foto: Arquivo
O senador tem tratado o assunto com cautela, pois entende que é cedo para tomar qualquer decisão. Mas é importante ficar atento, senador: quem cochila demais no ponto, perde o ônibus.
Jéssica Sales
Se quiser o MDB em seu projeto, a vice-governadora terá que apoiar a candidatura de Jéssica Sales ao Senado. Essa é uma das exigências do partido, que ainda não decidiu se ficará com Alan ou com Mailza. O candidato ao governo que receber seu apoio deve ter compromisso com sua candidata ao Senado. Quem afirmou isso foi o próprio presidente da sigla, o ex-prefeito Vagner Sales — a saber, o pai de Jéssica.
Jessica é ex-deputada federal pelo MDB | Foto: ContilNet
Tarefa nada fácil
A tarefa não será simples para Mailza, pois optar por um desses nomes, que são de peso e fortalecem qualquer candidatura, traz consigo, inevitavelmente, duas perdas. Porém, não há como fugir disso; as definições sobre essa questão dependem de muitos fatores, que envolvem também os interesses dos postulantes à segunda vaga.
Se Mailza perde, quem não for escolhido também perde. A melhor decisão, talvez, seja abraçar o que gere o menor dano.

Em conversas com Mailza, ouvi que ela busca alguém que acredite em seu projeto | Foto: ContilNet
Gladson também tem voz
Como mencionado no início da coluna, o governador Gladson Camelí tem o poder de definir, junto com Mailza, quem será esse segundo nome a oficializar a dobradinha. No entanto, ele já deixou claro que tudo dependerá dos diálogos e articulações, apesar de defender Bittar como um nome ideal, dada a relação entre os dois.
Mailza quer alguém que acredite no projeto
Em conversas com Mailza, ouvi que ela busca alguém que acredite em seu projeto. Há nomes que têm a vantagem nesse cenário, mas isso é assunto para outra coluna.
O fato é que nada está definido e, como canta Caetano: “Tudo ainda é tal e qual e, no entanto, nada igual”.
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